Elza é a heroína que não chegou a ser, a anti-heroína que não chegou a ser. Você entende? Um personagem sem narrativa, uma peça de formato grotesco.
Impossível encaixar Elza em qualquer tabuleiro: nem à direita nem à esquerda, nem em cima nem embaixo. Não era para ela estar ali. Elza só nos resta
lamentar, como um acidente. Sua morte não oferece possibilidade de redenção, é uma morte torpe. Elza morreu como uma cadelinha por engano, por
esporte, por despeito, por nada. Ninguém a vingou, a própria idéia de vinga-la é inconcebível. Vingar como? Toda vingança histórica é um epílogo, um
grand finale que nos obriga a reescrever a narrativa pregressa a partir desse cabo, transformando injustiça em justiça, caos, em ordem. Como fazer
isso com Elza? Em que história ela ficaria confortável? Em que história, me diz?
I.S.B.N.: 9788520922842
Cód. Barras: 9788520922842
Reduzido: 2632421
Altura: 21 cm.
Largura: 14 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1ª Ed. / 2008
Idioma : Português
País de Origem : Brasil
Número de Paginas : 238
Sub-título : Um Romance Baseado na História da Jovem Comunista que o Partido Matou